20 de outubro de 2011

Abrigos imperfeitos.

Me falaram uma vez sobre o amor, e me disseram que ele nos fazia sofrer, que ele nos fazia chorar. Mas eu, como sempre convencida a saber das coisas do amor, achei que o amor era tão simples como respirar, você apenas sente, você apenas faz automaticamente, sem esforço. Mas eu não sabia o que era o amor de fato, até amar alguém. E quando isso me aconteceu foi maravilhosamente bom. Então lembrei-me do que me disseram - o amor dói, faz sofrer, faz chorar - mas, eu compreendi que o amor era bom, que o amor era ótimo {pobre do amor que leva culpa das nossas desilusões} pensei eu. O amor é puro, é vida, é gostoso e é perfeito. Então aonde estaria as dores, as lágrimas e as frustrações de amar? E veio à mim uma resposta: O amor abriga-se em lugares falhos, imperfeitos, em lugares machucados e feridos, lugares muitas vezes ermos, vazios, cheio de marcas, espinhos. O amor abriga-se em mim e em você também. O amor é simples, nós que é somos complicamos, o amor é perfeito, nós que somos cheios de imperfeições, o amor é ilimitado, e nós totalmente limitados. O problema meu querido não é o amor, o problema são seus abrigos imperfeitos. 

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[E desfrutarei de um amor tão bom, 
que a cada dia em que eu amar mais, serei alguém melhor.]

| Melisse Abrantes

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